Natural Dyes

Posted by on Oct 7, 2013 in Textile Design, Work | 7 Comments

natural dyes

Last week i did some new experiments with natural dyes and even discovered a new one i never tried – thanks Susana for the tip!
The natural dyes were Turmeric (Indian Saffron), Rooibos Tea and Avocado (just the skin and the bone).
I never stop being fascinated by this natural magic! – inside many plants and fruits are the most wonderful colors and how all the colors we buy now in the shops come from all the nature. Wonderful!
I am now ready to make some new textile pieces for the shop, with these experiments. News soon!

Na semana passada fiz umas novas experiências com tintos naturais e até descobri uma nova hipótese que não conhecia – obrigada Susana pela dica!
Cada vez mais me deixo fascinar pelo poder e magia da natureza – tantos frutos e plantas dos quais podemos retirar uma série de cores e como todas as cores que compramos nas lojas têm origem aqui. Fantástico!
Os tintos escolhidos: Turmérico/Curcuma (açafrão das índias), Chá Rooibos e Abacate (caroço e cascas).
Estou agora pronta para fazer umas novas peças para a loja, a partir destas experiências. Notícias em breve!

UMA CURIOSIDADE - apesar das plantas serem verdes, a cor verde é a única que não conseguimos extrair directamente de uma planta! Conseguimos uns amarelos esverdeados, mas verde verde, não conseguimos. 
Faz todo o sentido – pensem nos guaches que usamos na escola – temos as cores primárias: magenta, azul, amarelo, preto e branco. Do que aprendi em relaçao aos pigmentos para tingir texteis, todas estas cores são retiradas directamente da natureza. O magenta vi-o sair das raízes das plantas “Rubias”; o azul da planta “indigofera”; o amarelo do turmérico e das cascas de romã; o preto vi-o ser feito através da fermentação da ferrugem com açucar e também do carvão e o branco, da “limestone”, a nossa cal.
Parto do principio que, por esta razão, estas são as cores primárias, aquelas que naturalmente o homem começou por descobrir no meio da natureza.
O verde, aprendemos na escola que o conseguimos ao misturar o azul com o amarelo. E por esta razão é uma cor secundária, assim como tantas outras. Na natureza acontece o mesmo e na Índia, vi o verde a aparecer, quando pegávamos num tecido tingido de indigo e sobre ele vertíamos um liquido amarelo, obtido das cascas da romã. Assim se fazia o verde.

Isto fascina-me, a sério. Na escola nãos nos ensinam isto! Aliás, o nosso estilo de vida de hoje não nos ensina isto. Só depois de todas estas coisas que vi, que li e das associações que fiz é que as cores primárias e secundárias, aos 31 anos, fizeram sentido na minha cabeça. Será por isto? Eu acho que sim!
(vou ver se encontro alguma coisa que valide esta minha teoria, que provavelmente já existe há séculos e se existir, fico ainda mais contente por ter chegado a esta conclusão, por mim mesma : ) ) 

7 Comments

  1. marta doguincho
    October 25, 2013

    Adorei as cores!
    Tenho que exprimentar o açafrão das índias. Que amarelo incrível!
    Parabéns pelo novo site e blog!

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  2. Joana Monteiro Kappes
    October 7, 2013

    Ora aqui esta: http://m.youtube.com/watch?v=q6dlZ324Kyo&desktop_uri=%2Fwatch%3Fv%3Dq6dlZ324Kyo

    Este e o episodio do dourado, depois procura o azul e o branco, é fascinante!!

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    • Maria João Arnaud
      November 13, 2013

      muito bons estes episodios!
      pelo que percebi, focam-se mais na pintura e escultura. Por exemplo, sim, o azul usado pelos grandes pintores, vinha a perda lapis lazuli, enquanto que para tingir, usa-se o indigo, das plantas indigofera. Mas ambas as cores, misteriosas e dificeis de conseguir. Gostei muito de ver!

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  3. Joana Monteiro Kappes
    October 7, 2013

    João ias adorar uma série de 3 episódios sobre a história do branco, do azul e do amarelo/dourado que passou na TV no ano passado (em Inglaterra, n me lembro do canal). Vou procurar, pode ser que esteja no you tube!

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  4. Mummy
    October 7, 2013

    Deve ser mesmo isso.

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  5. Jorge Arnaud Pereira
    October 7, 2013

    Deus cria, o homem sonha, a obra nasce !

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